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A conduta que eleva o risco de acidentes

Quando não há vítimas nem problemas que impedem que o veículo funcione, o correto é retirá-lo da pista. Permanecer com os carros na via é infração passível de multa de R$ 85,13 As colisões de trânsito podem ser consideradas um fator de risco para novos acidentes. A falta de informação de alguns motoristas sobre o que fazer nessas situações e a curiosidade de outros preocupam as autoridades de trânsito. Apesar de repetidas insistentemente, as orientações não têm surtido efeito e o volume de acidentes vem se mantendo estável. Em Curitiba, segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), este ano estão sendo registrados 22 casos por dia. O volume é o mesmo de 2009.

Um dos principais erros cometidos pelos motoristas é permanecer com os veículos parados na via, atrapalhando o trânsito. Quando não há vítimas e o carro está funcionando, o correto é sair da rua. Fazer o contrário, inclusive, é infração passível de multa no valor de R$ 85,13. Depois de parar em local seguro, os condutores devem anotar informações e dados um do outro e dos veículos, além do local e horário do acidente.

Essas informações – e mais a carteira de habilitação e o documento do carro – são necessárias para que seja feito o Boletim de Acidente de Trânsito no BPTran. O tenente Silvio Cordeiro, chefe da Comunicação Social do batalhão, explica que quando a Polícia Militar vai ao local do acidente, o registro é feito lá mesmo. Os policiais atendem acidentes sem vítimas, mas a prioridade é sempre dos casos em que há feridos.

Quando há vítimas, o procedimento é diferente. Como os veículos não podem ser retirados da rua, é preciso ligar o pisca-alerta e colocar o triângulo a uma distância mínima de 30 metros. Também é necessário acionar o Siate, pelo telefone 193. Não é recomendável mexer nas vítimas, mas esperar o socorro.

Estrada

Os cuidados que os motoristas devem ter na cidade não são diferentes nas estradas, porém alguns devem ser redobrados devido às características do trânsito nas rodovias. O inspetor Wilson Martines, chefe do núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal no Paraná, diz que a primeira coisa a fazer é colocar a sinalização para evitar outros acidentes. Além do triângulo, pode-se usar galhos. Condutores de caminhões podem, também, usar panos, toalhas ou estopas molhadas no diesel para fazer tochas que duram por muitas horas. Segundo o inspetor Martines, só depois disso o motorista deve avaliar se é possível retirar o carro da rodovia ou não, considerando se há vítimas e se os veículos estão funcionando.

Para ele, mais perigoso do que o motorista que causou o acidente é o motorista curioso. Muitas vezes, completa, os veículos envolvidos estão fora da pista, não causam transtorno, e os que estão transitando pela rodovia passam a 30 km/h tentando fotografar, filmar e aumentando consideravelmente o risco de novas ocorrências. "Se você não é médico, policial, não pode fazer nada, reduza um pouco a velocidade, mantenha uma distância segura do veículo da frente, mas não fique segurando o trânsito", alerta o inspetor Martines.

Por Viviane Favretto
Fonte: Gazeta do Povo


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